PF abre inquérito para apurar suspeita de corrupção e peculato contra secretário especial de comunicação de Bolsonaro

05/02/2020

 

Atendendo ao pedido do MPF (Ministério Público Federal) a Polícia Federal abriu nesta terça-feira (04) um inquérito para investigas as suspeitas de prática de corrupção e peculato, supostamente cometidos pelo Secretário Especial de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten.

 

Wajngarten é proprietário de 95% da FW Comunicação, que detêm contratos, por exemplo, com Record e Band, emissoras que ao lado do SBT tiveram um recente e substancial crescimento em seus contratos junto ao Governo Federal.

 

Uma das circunstâncias apontadas pelo MPF como suspeitas de possível favorecimento na atuação do secretário, foi a campanha pela aprovação da Reforma da Previdência, onde, após a posse Fábio, os três canais citados tiveram seus contratos dobrados, mesmo que juntas elas tivessem 6% menos de audiência que a Rede Globo, emissora cortada daquela plano de mídia.

 

De acordo com uma publicação da Folha feita na semana passada, Record, Band e SBT receberam respectivamente R$ 6,5 milhões, R$ 1,1 milhão e R$ 5,4 milhões mesmo com menor audiência.

 

A legislação vigente proíbe integrantes de cargos executivos na administração pública a manter negócios com pessoas jurídicas ou físicas, que possam ser influenciadas por suas decisões, o que caracterizaria conflito de interesses, configurando a improbidade administrativa, caso haja a comprovação do benefício indevido.

 

O outro lado:

 

Em nota divulgada na última quarta-feira (29), o secretário declarou que o pedido do MPF para a PF investiga-lo é uma “oportunidade” dele provar que não cometeu irregularidades.

 

Não há qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da minha empresa, da qual me afastei conforme a legislação determina e como pode ser atestado em cartório”, afirmou o secretário.

 

Qualquer interpretação afora essa realidade factual é notória perseguição de um veículo de comunicação, que não aceita a nova diretriz da Secom”, completou.

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